O crescente número de obesos em todo o mundo já está caracterizando a obesidade como uma epidemia que tem entre suas conseqüências o risco maior de doenças cardíacas e o aumento da incidência de diabetes tipo 2. Nos Estados Unidos, cerca de 30% da população adulta é obesa e já se observa que, na população infantil, de cada cinco crianças uma apresenta quadro de obesidade.
No Brasil, onde as estatísticas sempre deixam a desejar, estima-se que a obesidade já atinja cerca de 25% da população adulta, mas há quem acredite que a percentagem esteja idêntica à norte-americana, com 30% de adultos obesos. Autoridades e profissionais de saúde vêem a necessidade de mobilização, de programas de reeducação alimentar e comportamental, enquanto as cirurgias bariátricas têm se constituído nas maiores aliadas para a reversão dos quadros de super-obesidade e obesidade mórbida, também crescentes e os mais preocupantes.
“ Dentro de 10 anos é possível que os Estado Unidos tenham 80% de sua população obesa, o que já está levando as autoridades de saúde desse país à constatação de que é necessário tomar providências”.
O alarmante índice de obesidade e previsão de aumentos ainda mais expressivos é decorrência dos hábitos sedentários provocados pela vida urbana moderna, dos quais um exemplo expressivo são as crianças e adolescentes que não saem mais sozinhos para brincar e ficam horas diante da televisão ou do computador.
Nos Estados Unidos, pesquisas mostram que pelo menos uma vez por dia 1/5 da população se alimenta em restaurantes especializados em fast food e o mesmo já está acontecendo no Japão e em outros países. Por enquanto, a Europa ainda não chegou lá, o que se explica por suas tradições alimentares arraigadas, que privilegiam a hora da refeição como um momento de parada obrigatória. No Brasil, o Instituto Nacional de Alimentação (INA) estimava a existência de 500 mil obesos em 1990. Onze anos depois, a estimativa é de que esse número tenha saltado para 800 mil a 1 milhão de pessoas.
A obesidade tem graus diversos de classificação. Medida pelo IMC – Índice de Massa Corpórea, que consiste no cálculo do peso em relação à altura ao quadrado de cada pessoa – a obesidade é considerada leve quando esse índice vai de 25 até 29. Com IMC entre 30 e 39, o indivíduo apresenta obesidade moderada; dos 40 aos 49, a obesidade é classificada como mórbida e acima desse índice é chamada de super-obesidade.
Além da questão estética e de provocar uma série de problemas de saúde, a obesidade mórbida é responsável também pelo surgimento de diabetes tipo 2 em 1/3 dos casos. Outra doença provocada pela obesidade mórbida é a hipertensão, com 35% a 40% dos casos.
O tratamento clínico da obesidade normalmente compreende a adoção de dieta alimentar de baixa caloria, o uso de medicamentos e o aconselhamento para que o paciente adote uma rotina diária de exercícios.
Esse tratamento, entretanto, muitas vezes não é suficiente para provocar a perda de sobrepeso e manter o emagrecimento do paciente até mesmo naqueles com obesidade leve ou moderada.
Para os doentes com obesidade mórbida e super-obesidade, o único tratamento é a cirurgia bariátrica que, por provocar a redução no tamanho do estômago, obriga a menor ingestão de alimento e, consequentemente, a perda de peso.
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